segunda-feira, 18 de novembro de 2013

VIDA CORPORAL E VIDA SENTIMENTAL

                 Vida! Nascemos sem perceber e logo tomamos um tapa. Dizem por aí que esse tapa é para saber se a criança será falante ou muda. Porém se pensarmos lateralmente essa ação pode ser também um aviso como se dissesse que a vida é sofrida, é dolorosa.
                 Atualmente, as coisas estão tão avançadas que o sofrimento inicia bem cedo, quando ainda somos crianças. O sofrimento chega de diversas maneiras, como exemplos a morte de um familiar ou amigo; a falta de amor, carinho e diálogo na família ou na amizade; enfim ele pode chegar de diversas maneiras. Cada pessoa sofre por alguma razão diferente da outra, o certo é que todos nós sofremos por algum motivo.
                 Seja na fase inicial da adolescência ou ao longo do decorrer dessa que o sofrimento vem com maior intensidade. Na adolescência nos tornamos rebeldes buscando encontrar nossas verdadeiras identidades. Erramos enganados pensando ser o certo. Os hormônios causam em nós desejos aos quais muitas vezes não conseguimos escapar; e ao satisfazer os desejos hormonais ficamos muitas vezes tristes, pois fazemos algo que não queríamos, porém fizemos devido à força desses desejos.
                 Muitas vezes no tempo presente ficamos cobrando-nos por erros cometidos por desejos do passado. Essas cobranças nos entristecem interiormente e ficamos remoendo todas essas dentro de nós, impedindo-nos de seguirmos em frente rumo ao futuro. Não há vida presente, pois as cobranças dos erros vão matando-nos pouco a pouco.
                 Poucas vezes em momentos de sofrimentos encontramos pessoas confiáveis e dispostas a nos ouvir. Quando não encontramos ninguém, guardamos em nós todos os sentimentos sofredores. Esses sentimentos guardados vão nos matando, o coração dói, a alma chora, mas tudo isso ocorre em nosso interior e não se percebe em nosso corpo. 
                 Há dois tipos de morte: A morte corporal a qual todos nós um dia iremos passar, e a morte sentimental a qual alguns escapam, aliás, muitos escapam. 
                 Os bons sentimentos trazem esperanças de um dia alegre, de uma vida renascida e melhor. Os maus sentimentos trazem ilusões, tristezas e desânimo para com a vida e nos vão matando.
                 Quando morremos corporalmente as demais pessoas notam facilmente, pois a morte fica clara, explícita. Quando morremos sentimentalmente raramente, bem raro mesmo, as demais pessoas notam, porque não fica claro. A morte sentimental acontece em nós e o corpo não transmite essa mensagem.
                 Por fora estamos rindo, conversando, estudando e trabalhando.  Por dentro estamos frios, apagados, chorando e afogando cada vez mais em mágoas com as lágrimas que não descem pelos olhos físicos e escorrem pelos olhos da alma. O corpo não transmite tudo o que estamos sentindo, nem tudo são o que parece. Quando morremos sentimentalmente, mas seguimos em vida corporal, apenas ficamos esperando ou um milagre divino ou a morte corporal chegar.


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