Vida!
Nascemos sem perceber e logo tomamos um tapa. Dizem por aí que esse tapa é para
saber se a criança será falante ou muda. Porém se pensarmos lateralmente essa
ação pode ser também um aviso como se dissesse que a vida é sofrida, é
dolorosa.
Atualmente,
as coisas estão tão avançadas que o sofrimento inicia bem cedo, quando ainda
somos crianças. O sofrimento chega de diversas maneiras, como exemplos a morte
de um familiar ou amigo; a falta de amor, carinho e diálogo na família ou na
amizade; enfim ele pode chegar de diversas maneiras. Cada pessoa sofre por
alguma razão diferente da outra, o certo é que todos nós sofremos por algum
motivo.
Seja na
fase inicial da adolescência ou ao longo do decorrer dessa que o sofrimento vem
com maior intensidade. Na adolescência nos tornamos rebeldes buscando encontrar
nossas verdadeiras identidades. Erramos enganados pensando ser o certo. Os
hormônios causam em nós desejos aos quais muitas vezes não conseguimos escapar;
e ao satisfazer os desejos hormonais ficamos muitas vezes tristes, pois fazemos
algo que não queríamos, porém fizemos devido à força desses desejos.
Muitas
vezes no tempo presente ficamos cobrando-nos por erros cometidos por desejos do
passado. Essas cobranças nos entristecem interiormente e ficamos remoendo todas
essas dentro de nós, impedindo-nos de seguirmos em frente rumo ao futuro. Não
há vida presente, pois as cobranças dos erros vão matando-nos pouco a pouco.
Poucas
vezes em momentos de sofrimentos encontramos pessoas confiáveis e dispostas a
nos ouvir. Quando não encontramos ninguém, guardamos em nós todos os
sentimentos sofredores. Esses sentimentos guardados vão nos matando, o coração
dói, a alma chora, mas tudo isso ocorre em nosso interior e não se percebe em
nosso corpo.
Há dois tipos de morte: A morte corporal a
qual todos nós um dia iremos passar, e a morte sentimental a qual alguns
escapam, aliás, muitos escapam.
Os bons
sentimentos trazem esperanças de um dia alegre, de uma vida renascida e melhor.
Os maus sentimentos trazem ilusões, tristezas e desânimo para com a vida e nos
vão matando.
Quando
morremos corporalmente as demais pessoas notam facilmente, pois a morte fica
clara, explícita. Quando morremos sentimentalmente raramente, bem raro mesmo,
as demais pessoas notam, porque não fica claro. A morte sentimental acontece em
nós e o corpo não transmite essa mensagem.
Por
fora estamos rindo, conversando, estudando e trabalhando. Por dentro estamos frios, apagados, chorando
e afogando cada vez mais em mágoas com as lágrimas que não descem pelos olhos
físicos e escorrem pelos olhos da alma. O corpo não transmite tudo o que
estamos sentindo, nem tudo são o que parece. Quando morremos sentimentalmente,
mas seguimos em vida corporal, apenas ficamos esperando ou um milagre divino ou
a morte corporal chegar.
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