terça-feira, 19 de setembro de 2023

OS TRÊS Ps

       Wisk, conhaque, vodka, caipirinha, vinho ou até mesmo a cerveja. Havia tudo isso e mais um pouco (se incluirmos a cocaína, a maconha e toda essa bobeira que você já ouviu falar). 
       Eu chorava toda noite deitado no meu travesseiro. Durante o dia eu até sorria disfarçadamente pra algumas pessoas. Mas sempre que havia oportunidade eu ficava num canto, calado meditando sozinho sobre a minha vida. 
       Certo dia, na loucura da minha angústia peguei um cigarro. Mas eu não fumo! Acendi e antes mesmo de levá-lo a boca eu o amassei e joguei no chão. 
       Outro dia, um rapaz usuário de drogas me ofereceu uma dizendo que me traria paz, me deixaria "alegrinho", sem me preocupar com as angústia. Tentador, não? Mas eu apesar das angústias já conhecia todas as verdades por detrás das drogas. Recusei então o convite para o uso. 
       Nessa altura do campeonato eu já frequentava psicólogos e psiquiatras. Porém, a verdadeira terapia que eu precisava era dos 3Ps. Assim faltava ainda um P. 
       Fui atrás de uma confissão. Procurei o padre. E ele me disse que toda aquela angústia poderia ser a falta de perdoar e pedir perdão. Me motivou a orar em prol disso. De saber a quem eu devia perdoar e a quem pedir perdão. Motivou-me a participar de grupo de jovens e nunca me envolver com bebidas ou coisas do tipo, pois a solução estava em coisas mais concretas. 
       Com remédios psiquiátricos, conselhos psicológicos e a confissão espiritual eu fui me fortalecendo e vendo que todas as outras alternativas eram vãs. Vi que nenhuma pessoa precisa de drogas ou bebidas para se libertar das dores da alma. Só precisa descobrir a causa da dor e buscar a saída em conselhos de especialistas dos 3 Ps. 
       Não siga os conselhos das músicas que oferecem a bebida para a solução do fim do relacionamento. Não traia porque foi traído. Vá ao seu diretor espiritual e converse com ele. Ele te mostrará o caminho do céu através de Jesus. Pois, no último instante quem estará com você é Deus lá no céu julgando seus erros e acertos para saber se poderá entrar no reino dele. Drogas e bebidas são barreiras para entrar lá. 



segunda-feira, 24 de julho de 2023

O JOVEM PROFESSOR MAX (PARTE 2 DE O JOVEM E O VELHO NA PRISÃO)

       O texto a seguir é uma continuação de O JOVEM E O VELHO NA PRISÃO. Caso não tenha lido o texto referido, pare aqui e volte nele para depois prosseguir neste. 
Parte 1: O JOVEM E O VELHO NA PRISÃO

       Após sair da prisão o jovem Max estava pronto para refazer sua vida no caminho do bem. Aos 24 anos de idade era hora de voltar aos estudos e escolher a profissão a trabalhar. 
       Dando a volta por cima, entrou na faculdade de letras, visando se formar professor, pois havia gostado da experiência de (tentar) ensinar que teve na prisão com o velho Dorival; ainda que o "aluno" não tenha aprendido com ele. 
       Foram quatro longos anos estudando e se dedicando até se formar. E aos 28 anos de idade lá estava o professor Max. 
       Na sala de aula Max tinha um jeito todo meigo de ensinar. Mesclava o pedido do estado (plano de aula do governo) e somava a ética e religião. O jovem que antes matou e foi preso, hoje ensina a importância de perdoar. 
       Max ensinou em uma das aulas a ética de não se envolver com homem ou mulher que já está com compromisso com alguém. Numa dinâmica com os alunos os fizeram se colocar uns nos lugares dos outros imaginando o quão ruim seria se alguém ficasse com a namorada do outro. 
       Mesmo que haja o desejo, Max ensinava que o correto era fugir dos impulsos e valorizar o primeiro amor e não uma atração ou paixão. Ensinou que não é certo trocar aquilo que deu certo por uma aventura. 
       O professor sempre levava temas relevantes para os jovens e os ensinava mediante a ética correta a se cumprir. Que apesar dos preservativos e anticoncepcionais não era qualquer hora e lugar o momento de ter relações. Que não era qualquer vontade carnal que determinava a hora. 
       Max ensinava um pouco da Bíblia também na escola a qual dava aula. Falava de Jesus aos alunos. Falava também da importância em 100% de nunca experimentar drogas. Ele disse: "nem mesmo para uma onda, para tirar a tristeza, nem para se sentir alegre ou aceito no meio do povo, nem mesmo para esquecer alguma coisa, para nada experimentem ou façam uso das drogas. Por quê? Porque no início você vai usar e jogar fora, depois ela vai te usar e te jogar fora." 
       Ele ensinou muitas outras coisas que não estão neste texto, pois se cansaria muito o leitor. Max um dia errou ao matar. Deixou-se ser transformado por Deus na prisão e se tornou um dos melhores professores de Santa Catarina e depois do Brasil. 

sexta-feira, 21 de julho de 2023

O JOVEM E O VELHO NA PRISÃO

       "... Enquanto eu não matar aquele desgraçado eu não sossego!"
       Jogado na prisão injustamente o senhor Dorival guardou em seu interior muita mágoa e ódio de tudo o que estava acontecendo. 
       No presídio, em Santa Catarina todos os presidiários recebiam visitas de comunidades cristãs protestantes e católicas. Oravam e aconselhavam o melhor para cada um deles. Até mesmo confissão duas vezes no ano tinha. 
       Apesar de tudo isso, o senhor Dorival não melhorava seu humor. Os maus tratos vindo de alguns agentes penitenciários e de alguns presos de sua cela eram maiores que o bem que vinham das comunidades cristãs que os visitavam. 
       Certo dia chegou na prisão um jovem que havia matado o primo por razão de ter ficado com sua mulher. E esse jovem triste com a prisão, mas satisfeito com a vingança se aproximou de Dorival. E eles passaram a se falar. 
       Com as visitas das comunidades o jovem se lembrou da catequese e de sua antiga igreja. Foi aos poucos amolecendo seu coração e se deixando ser tomado novamente por Deus.
       Dorival questionou o jovem: "onde estava Deus quando seu primo se deitou com sua mulher?" O jovem naquela mistura de sentimento apenas se calou. Dorival questionou de novo: "Eu sou inocente e Deus deixou me colocarem aqui. Ele estava cego para não ver minha inocência?" O jovem permaneceu calado. Dorival por fim falou: "Enquanto eu não matar aquele desgraçado eu não sossego!" Referindo-se ao homem que mandou pra prisão.
       Mais tarde o jovem rezou. O jovem sabia de seu erro, sabia da quebra contra um dos mandamentos da Lei escrito por Deus a Moisés e o povo. Aos poucos com as visita ele decidiu confessar ao padre quando este viesse. Sugeriu ao velho Dorival a mesma confissão. O velho irritado não aceitou. 
       Ainda assim, o jovem seguia tentando animar o velho a se converter e deixar a mágoa, o ódio de lado... nada feito!
       Passado cerca de 11 meses o jovem já havia confessado e estava lendo a Bíblia diariamente. O velho Dorival seguia emburrado. 
       Foi então que o jovem conseguiu através de seu advogado uma diminuição na pena. Já Dorival, com tanto tempo carregando ódio no peito, teve um infarto e veio a óbito. Dorival já tinha 58 anos quando aconteceu seu falecimento na prisão. 
       Embora inocente do crime foi culpado por sua morte já que se prendeu ao ódio, à mágoa e não aproveitou a ajuda que as igrejas proporcionavam. Preferiu se prender ao mal e acabou mal. O jovem culpado do crime se arrependeu e buscou a saída pelo bem. 
       E assim termina a história do jovem e do velho na prisão. O velho inocente que acabou culpado por sua morte. E o jovem culpado que acabou livre por se deixar curar por Deus. Se acaso um dia se ver preso saiba usar a inteligência do jovem para se libertar.


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DIREITOS DOS AUTISTAS E DE SEUS ACOMPANHANTES

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