Meus pais lá no início me forçavam a frequentar a Catequese e também as Missas. Como aquilo era chato! Também, eu não compreendia a importância de ter Deus na vida.
Ainda assim, sou humano e vivi na carne os desejos mais ardentes. Me envolvi com pessoas que não eram exatamente o tipo de gente que eu devia me envolver.
Embora não gostasse no início depois panhei gosto pelas coisas do Senhor. Ganhei minha primeira Bíblia Católica ao final da catequese de Primeira Comunhão. E comecei a acompanhar programas religiosos.
Foi aí que vi que os meus gostos e prazeres iam na contramão dos planos de Deus. Mesmo assim eu vivia dois mundos: o certo e o errado. E cada vez que eu errava minha consciência me cobrava.
Já não dava para esconder de meus pais tudo o que eu sentia. Apoio? Não veio! Padres, colegas... todos me aconselharam a largar tais prazeres. E eu pedia a Papai do Céu que um dia me libertasse disso. Em cada copo de água benta, em cada hóstia comungando eu pedia. Cura, libertação e uma menina, um amor para mim.
Não foi fácil. Fui jogado para uma jaula... mas vocês não vão compreender e eu não quero explicar. Errei, errei mais um pouquinho. Mas era minha libertação! Quando me dei conta eu estava fora da jaula e dentro do amor que eu pedi.
Ainda tenho sequelas dos pecados. Ainda tenho desejos pelos prazeres. É humano, é carnal... eu já entendi. Mas a consciência me ensinou que tudo posso, mas nem tudo me convém. E mais: tudo posso Naquele que me fortalece.
Hoje outras pessoas me olham e querem me julgar por este amor que escolhi, ou melhor, este amor que me escolheu! Ela me ama e eu estou bem com ela; né paixão?! E se alguém tem algo a reclamar: eu deveria ter continuado com a vida de antes? Se sim talvez hoje não restasse nem ossos meus mais.
O preço do pecado agora é de vocês porque eu mesmo sem ter tanta certeza abandonei o meu eu antigo para viver o certo de Deus. E como eu falei antes: há sequelas na alma, há sequelas dos prazeres, mas isso é humano e eu... eu sou humano.